Os malefícios do WhatsApp

Num olhar inicial, o WhatsApp parece ser um grande aliado das comunicações pessoais e profissionais, já que tudo ocorre de forma instantânea e que não há limite para enviar ou receber mensagens.

De acordo com o site oficial do aplicativo, as conversas em Grupo “permitem que você fale com até 100 pessoas ao mesmo tempo, sendo uma ótima forma de estar em contato com sua família, amigos ou colegas de trabalho”.

Então, a criação de um grupo seria para facilitar a conversa com colegas de trabalho ou grupos de estudos, contribuindo para a evolução da carreira profissional de todos os usuários envolvidos.

Não entendo aqueles que ficam procurando Grupos na Internet para entrar. Se você faz, isso, desculpe-me você é um Fracassado Solitário.

Atualmente, já existem vários sites especializados em Busca de Grupos de diversos tipos de crenças, religiões, estilos de vida, times, ritmos musicais, política, fofocas, pornografia, profissões e concursos. Estes site seriam úteis para buscar Fóruns, onde usuários possam debater e resolver problemas. Se as buscas fossem sobre Grupos do Facebook, talvez eu entenda, não é discriminação, mas, um Grupo no Facebook tem muito mais recursos para compartilhamento de arquivos, dados, imagens, vídeos, entre outros.

Caso você ache que estou brincando, veja estes exemplos:

Durkheim – um dos pais da Sociologia – se baseia no princípio de que o homem foi apenas um animal selvagem que vivia, mas, não sabia viver, e só melhorou (processo de humanização) quando aprendeu hábitos, características e costumes de grupo social para poder conviver e sobreviver. Com base nesse pensamento, vemos que a socialização está regredindo.

Falando um pouco sobre a modernidade líquida de Bauman, cuja teoria foi criada para constituir e firmar a ideia de sistema sociológico passageiro, veloz e substituível; As amizades no Whatsapp começam, passam por problemas, são quebradas, às vezes reatadas, outras não, algumas se tornam um começo de namoro, mas, a verdade e que são extremamente complicadas.

Nesses tempos, a felicidade de alguns amigos é “criar um grupo”, pois pensam que nele terão individualidade, poder e a sensação de fazer parte de “sociedade secreta”. A aliança formada por esses grupos de amigos é incrível, eles combinam um nome legal, boa foto para ser o ícone, colocam regras que somente eles entendem, é uma grande questão de amor e ódio dentro de um simples aplicativo.

Sair de um grupo é o término, ali acaba tudo, aquela sociedade acabou, a raiva consome vários dentro do grupo e quando saem sem explicação é ainda pior. Parecem questões de término de namoro ou separação de casamento: “eu quero um tempo”, “não estamos dando certo”, “não é você, sou eu”. Quando aparece a frase “Joãozinho saiu”, para muitos é uma decepção, ainda mais para o administrador daquele grupo. Sair assim é uma audácia das mais perigosas, você saiu de uma “sociedade secreta” e “só há uma maneira de sair”, no caso, o risco de destruir uma amizade.

“Em tempos de grupos no Whatsapp, a conversa olho a olho se tornou banalizada e é ali mesmo que a roupa suja será lavada. Seja por áudio, seja pela escrita, o Whatsapp se tornou meio de comunicação que vem excluindo – involuntariamente – as outras formas de manter contato”, Dani Fechine em Amizade em tempos de whatsapp.

A alienação de algumas pessoas por conta de apps como estes, demonstra a supervalorização do ambiente virtual acabando com o diálogo e o convívio com outros indivíduos. A verdade é que, para conviver na era do Whatsapp, é preciso ter a consciência de que ele não foi feito para desunir, atrapalhar ou bagunçar, mas para facilitar. É necessário excelente mentalidade para entender que nem todo mundo é totalmente favorável a esse meio de vida. É que em tempos de Whatsapp quem tem amigo na vida real é rei!

Tenho 29 grupos:

23 são bastante ativos;

09 não queria estar, mas, se eu saísse ia magoar pessoas;

07 são referentes a assuntos estudantis;

02 eu não consigo sair, pois, me colocam novamente;

06 são de atividades extracurriculares;

02 são de amigos que você não vê a muito tempo;

03 são referentes a coisas familiares;

16 destroem a paciência, mas, são importantes…

Todos os meus Grupos estão silenciados por um ano – pois não dá para colocar mais que isso – e não mostram as notificações. Só acesso quando eu posso ou quero.

Agora vamos dizer que você me achou um babaca e que nada disso ocorre de verdade. Então a esses indivíduos eu peço que, pelo menos, tentem sair da frente da telinha do smartphone e tentar se socializar mais. E, quando estiver dentro do mundo WhatsApp, tente pelo menos reduzir algumas coisas:

1 – Tente reduzir as imagens de animais e crianças dizendo “Bom Dia”, “Boa Tarde” e “Boa Noite”. Não é necessário mandar todos os dias, três vezes ao dia. Reduza, e recomece com um simples texto;

2 – Pense duas vezes antes de mandar mensagem no grupo. Se não interessar ou envolver, pelo menos, metade do grupo, mande no particular.

3 – Corrente? Você conhece alguém que ficou rico, morreu ou encontrou o amor da sua vida em três dias só com aquelas mensagens? Se não, não precisa mandar. Se sim, não precisa compartilhar, fica só pra você!

4 – Só mande áudio em último caso. A pessoa que vai receber, pode estar no trabalho ou em um local publico. E os áudio se unem as musicas, não é legal.

5 – Exagero de emoji, sério? Qual a sua idade?

6 – Por favor, se você é daqueles que mandam uma palavra por mensagem, se mata! Acho que a opção “silenciar grupo” é culpa sua.

7 – Cuidado com o caps lock. Eles só são aceitáveis realmente quiser enfatizar algo ou gritar!

Resumindo:

É apavorante quando dizem animados: “Vamos criar um grupo no WhatsApp?”. “Me Mata? Por favor?”.

Fonte: Daniel Bones, Portal Comunique-se

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