Jornalista lança livro que resgata história de sargento vítima da ditadura

O sargento Manoel Raymundo Soares foi capturado por militares, em março de 1966, quando planejava distribuir panfletos contra a presença do marechal Humberto Castelo Branco, em Porto Alegre. Após sofrer torturas para que entregasse seus companheiros de resistência, foi enviado à Ilha do Presídio, também na capital gaúcha, onde acabou sendo assassinado.

Imagem: Daniel Isaia/Agência Brasil

A história de Manoel foi transformada em livro pelo escritor e jornalista Rafael Guimaraens. A obra O sargento, o marechal e o faquir foi lançada na quinta-feira passada, dia 11 de agosto,  em Porto Alegre, em evento que teve a presença do coordenador da Comissão Estadual da Verdade gaúcha, Carlos Frederico Guazzelli, e de Suzana Lisbôa, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.

Ao público presente, o autor e os convidados contaram detalhes sobre a história do sargento, que ficou conhecida como o “Caso das Mãos Amarradas” — devido ao fato de o corpo da vítima ter sido encontrado dessa forma no rio Guaíba por pessoas que pescavam naquelas águas. O caso completa 50 anos.

O título da obra faz referência a três personagens que ditam o ritmo do livro: o sargento Manoel Raymundo Soares, protagonista da história; o marechal Humberto Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar; e o ex-faquir Edu Rodrigues, que traiu Manoel e o denunciou para os militares, causando a sua prisão.

Fonte: Portal Comunique-se

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