Bolsistas do Pibid protestam pela permanência do programa

Um dos cartazes em exibição no Prédio 11 pedindo a permanência do Pibid. Foto: Larissa Ferreira

Um dos cartazes em exibição no Prédio 11 pedindo a permanência do Pibid. Foto: Larissa Ferreira

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), do Ministério da Educação do país, oferece bolsas de iniciação à docência, aos alunos de cursos presenciais de Licenciatura, que se dediquem ao estágio nas escolas públicas e que, quando graduados, se comprometam com o exercício do magistério na rede pública. Os alunos dos cursos de licenciatura que participam do programa recebem uma bolsa no valor R$ 350,00 e os supervisores, que são professores das disciplinas nas escolas onde os estudantes universitários vão estagiar, recebem bolsa de R$ 600,00, por mês.

Esse é considerado o principal programa de incentivo para formação de professores, porém, pode estar com os dias contados. No final do ano passado, o governo federal anunciou um possível corte nas bolsas do programa para redução de gastos, mas que ainda não se concretizou. Porém, na última semana, foi publicado no Diário Oficial da União, um comunicado que anunciava algumas mudanças que devem ser realizadas no programa, a partir do mês de junho. Dentre elas, o corte definitivo das bolsas dos cursos de Artes, Dança, Teatro e Educação Física. Deste modo, o programa ficaria focado apenas nas áreas de letramento e cálculo, priorizando determinados cursos.

Desde o ano passado, quando o primeiro aviso foi emitido, bolsistas de todos os estados brasileiros e, também, alunos das escolas participantes começaram um protesto online com a hashtag #FicaPIBID. Aqui na Universidade, nos corredores do prédio 11, é possível encontrar diversos cartazes fortalecendo a permanência do Pibid.

Os alunos participantes do curso de Ciências Biológicas destacam que o Pibid é de extrema importância tanto para os bolsistas, que adquirem a experiência dentro de uma sala de aula antes de formados, quanto para os alunos das escolas públicas que, através da inserção dos futuros professores, recebem uma aula diferenciada da que estão acostumados a vivenciar no dia a dia da escola.

A bolsista de História, Susana dos Santos, explicou que medidas estão sendo tomadas para que esses cortes e mudanças não aconteçam no programa e reafirmou a importância do mesmo: “já fizemos um abaixo assinado, só o grupo de história recolheu mais de mil assinaturas. Pra quem vai entrar na Licenciatura, o Pibid é a melhor porta que existe pra quem tiver um tempo, vale a pena”.

O professor e coordenador do curso de Artes Visuais, Renato Garcia, disse que o grupo foi pego de surpresa pelo comunicado no Diário Oficial da União, na última semana, mas que não perde a esperança de manter as bolsas: “temos que ser otimistas, até junho, talvez, a gente consiga alterar alguma coisa”.

Segundo os bolsistas, os cortes vão contra os artigos 214, 215 e 216 da Constituição Brasileira. Um ato estadual para a permanência das bolsas do Pibid já está sendo organizado e enquanto isso segue a #FicaPIBID, ação promovida nas redes sociais pela permanência do programa, que todos podem participar.

 

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