Papo de Redação discute a atividade profissional do jornalista

Na era da informação, potencializada pelo dinamismo das redes sociais, surgem questionamentos sobre o papel do jornalista na apuração de tanto conteúdo. A atividade do profissional neste contexto será o assunto do próximo Papo de Redação, que ocorre na quinta-feira, 20 de agosto, no Auditório B do prédio 14, às 19h30.

O convidado para abordar o tema “Credibilidade jornalística em tempos de redes sociais”, é o jornalista Carlos Guimarães. Com passagens pelo Grupo RBS e Bandeirantes, ele é, atualmente,  coordenador de jornalismo, comentarista esportivo e apresentador da Rádio Guaíba.

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Carlos Guimarães – Foto: Arquivo pessoal

Conforme Carlos, a maior preocupação, no momento, é com a apuração dos fatos ou factóides que surgem nas redes sociais. A velocidade e a pressa por um furo acabam atrapalhando na hora de relatar notícias, ameaçando a credibilidade de profissionais. “Estamos trabalhando com velocidade ou com pressa? É melhor dar a notícia de maneira rápida ou de maneira precisa? Estes dilemas pretendo apresentar no evento”, comenta o jornalista.

Com participação abrangente nas redes sociais, Guimarães afirma manter uma linha de atuação que diferencia seu lado profissional do pessoal. Por exemplo, usando o Twitter para expor opiniões gerais, mas mantendo o lado jornalista. A vida pessoal é exposta no Instagram e “sem compromisso com o Carlos Guimarães jornalista”.  Os exageros e tropeços da imprensa gaúcha nestes aspectos, também serão abordados no bate-papo.

Um dos maiores desafios na era da internet, conforme Carlos, é a capacidade de compreender que a notícia é o mais importante, e que o profissional capacitado para transmiti-la é o jornalista. Para o palestrante, o problema está no modo de gestão das empresas de comunicação, que privilegiam a geração de mercadorias e não de notícias.

Os cuidados ao tratar assuntos de grande comoção, que afetam o lado sentimental do público também são aspectos levados em consideração por Guimarães. Ele observa um fenômeno no qual bandeiras ideológicas são levantadas, mas desprovidas de senso crítico ou racionalidade. Isso se potencializa no esporte, onde a paixão dos torcedores impera. “O torcedor, por vezes, não compreende que temos a capacidade de fazer uma análise desprovida de paixão”. Por conta disso, o jornalista afirma que esse tipo de assunto deve ser tratado de forma que não se perca a credibilidade, a lucidez e a racionalidade. “É difícil, mas bem possível”, comenta Carlos.

O convidado do Papo de Redação convida os alunos da Ulbra para o evento que ocorre na próxima quinta:

“Convido a todos para este bate-papo, troca de ideias, de informações, respondendo às perguntas e debatendo sobre este tema pertinente. Vale a pena para quem gosta de jornalismo e quer seguir esta carreira, sem importar a área (todas fundamentais): esporte, geral, política, economia, cultura. Vai ser bem legal e conto com vocês! “

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