Palestra sobre a Ditadura Militar e Comissão da Verdade é realizada na Ulbra

A Ditadura Militar marcou uma época obscura da história de diversos países. No Brasil, o assunto ainda é cheio de tabus, dificultando a elucidação dos acontecimentos daqueles anos. Com o objetivo de desmistificar o assunto, colocando em debate resultados de investigações da Comissão da Verdade, foi realizada conversa com alunos na noite de terça-feira, 9 de junho, no auditório 119 do prédio 6 da Ulbra Canoas.

O palestrante convidado foi o professor Oneide Bobsin, integrante da Subcomissão da Verdade no Rio Grande do Sul. Ele demonstrou, através de entrevistas gravadas e depoimentos colhidos nas investigações da subcomissão, como foi à realidade vivida nos anos da Ditadura Militar no Brasil. Em um dos relatos gravados em vídeo, o advogado Antonio Expedito Ferreira, defensor de diversos perseguidos políticos da época, explica detalhadamente as torturas sofridas. Ele ainda afirmou que testemunhou a tortura de sua esposa e filha.

oneide 1“Jovens como vocês tiveram grande papel na busca pela redemocratização do Brasil. Estamos diante de um tema muito importante” afirmou Oneide, que também falou sobre os movimentos sociais do período. Conforme ele, os jovens e as mulheres tiveram papel essencial na luta contra o regime instaurado, “o primeiro movimento contra a ditadura foi de mulheres. Cada vez mais o povo se manifestava.”

O palestrante também falou sobre o contexto histórico e motivações do golpe militar. Ele ressaltou o apoio de empresas de comunicação, como a rede Globo, que “nasceu e cresceu sob a sombra da ditadura militar”. O professor ainda destacou o papel dos Estados Unidos, que pressionaram os militares brasileiros, incitando o golpe de Estado.

Conforme Bobsin, o golpe não nasceu da noite para o dia. Ele conta que os militares alegavam que o governo era alinhado com o comunismo internacional. “Getúlio (Vargas), (João) Goulart, eram fazendeiros e detinham grandes latifúndios. Portanto, não fazia sentido que fossem acusados de comunistas.”

Oneide relatou o lento processo de busca da verdade, a partir dos governos eleitos democraticamente. “Somos os últimos a investigar os casos da ditadura militar. Ninguém foi preso ou punido.” Ele ainda explicou o método de investigação da comissão da verdade, onde os membros visitaram locais de tortura em Porto Alegre e entrevistaram pessoas que foram vítimas.

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